A instituição familiar demonstra nas últimas décadas uma insuficiência colaborativa para a formação de um eixo emocional, afetivo e psicológico fundamentais para a formação de características honestas ao caráter daqueles situados no grupo social juvenil brasileiro. A elucidação disso é óbvia quando se vê, aos montes, comunidades de adolescentes que fazem parte do descaso cultural e civil do país. As estatísticas não mentem, elas evidenciam o aumento da participação de jovens na criminalidade, diretamente relacionada aos entorpecentes e aos crimes mais brutais, como latrocínio e homicídio. Esse acesso começa a acontecer geralmente a partir dos dezesseis anos, período que costuma ser considerado como o mais complicado no processo da vida, pois muitos jovens ainda apresentam uma predisposição aos caminhos que apontam benefícios imediatos.

Os entorpecentes são comumente os maiores causadores da mudança repentina no comportamento dos jovens que adentram ao mundo marginal, além disso, as más influências também são motivadores diretos para que os mais tímidos se sintam familiarizados ao novo ambiente frequentado.

Os que estão fora recebem um simples convite, depois já estão “queimando uma ponta”, mais tarde, excessivamente drogados não voltam para casa, fazem um caminho inverso e usam a falta de estrutura familiar e social como motivador principal para começarem seus pequenos delitos. A introdução ao meio delinquente ocorre quando os responsáveis, primeiramente, decidem apagar as luzes de suas residencias e se domiciliarem no escuro, às vezes por falta de apoio de uma gestão governamental, outras por reflexos causados por uma sociedade lógica, enraizada a valores morais resignados, que fizeram-na arruinada a cada virada de década.

É inegável que o declive social juvenil torna-se cada vez mais banal e desavir dessa realidade é se opor aos parâmetros decentes do corpo social. Muitos noticiários atuais ainda traduzem a trajetória de muitos jovens brasileiros que em seus desafetos cotidianos encontraram na rua ao lado, a maneira errada de sentirem prazer. É necessário a atenção redobrado dos responsáveis e o diálogo diário para que esse caminho, ainda tão comum e de fácil acesso, se torne cada vez mais distante do acesso dos jovens brasileiros.

Por Leonardo Otaciano

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