Inaudita poesia à moça


Podes tu, escondida na multidão
Atravessar o horizonte, perpetuamente tolhido
Embelezar a visão, a mente de um artista
A admirar a vida, intrêmulo, retratado tímido?

Podias tu, depois do tempo, dissimular
Reatar com esmero, abrandar o mesmo tempo
Do casmurro solitário a esperar paciente
O presente, o lampejo entorpecente, um tento?

Podias tu, saber o querer, e esperar resgatar
Como um orbe, um traço, um alguém
Que na perdição um grito mudo a soltar
Aos altos céus o pedir, com fé que provém?

Podias tu, entender que o fulgor já nasceu
Que o amanhã não morreu, venceu!
E descortina o sabor do olhar palpável, pueril
Que acalma a alma e o peito, meu?

Podias tu, no interior a compor
O poema crescer, persistir, contemplar
O júbilo exir, com flores defronte ao Sol
Ruborizar o coração e o poeta fazer respirar?

Rara menina, inaudita mulher, vivente invulgar
Que transpõe com ensejo o brilho do vate confiado, o olhar
Menina amorosa, ímpar mesmo em seus pares
Podias tu me decifrar?

Autor Leonardo Otaciano

4 comentários:

  1. Que poesia linda Leonardo. Parabéns! Lembrei-me de um passado, não muito distante de minha vida. Abração!

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  2. Que lindo meu amigo, escrever é isso aí fazer das palavras um belo colorido, combinando intensidade com o descortinar da imaginação, e por fim, gravar no coração de quem lê as palavras lidas. És um poeta meu amigo! Parabéns!!!

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    Respostas
    1. Obrigado querida, fico feliz em tê-la feito gravar em seu coração, tais palavras retiradas da alma de um simples escritor, rs.

      Beijos.

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