Stephen King quer estar presente no seu Dia das Bruxas


E finalmente hoje, 31 de outubro, Dia das Bruxas, um dos mais reconhecidos autores do universo do horror e ficção marca presença no site. Stephen King, o mestre do terror, brinca com o psicológico de seus leitores como quase nenhum outro autor consegue, e ainda sabe deixá-los bem arrepiados quando a esfera do mundo horripilante é exibida com mais maestria, como encontrado facilmente em suas obras das décadas de 70 e 80, que imbuíam a presença de caracteres do mundo sobrenatural, de criaturas bizarras e de mortes sangrentas, onde o macabro é predominância em suas criações. O artigo não trará uma biografia do autor e de suas obras — que de fato são muitas —, mas o foco é a indicação de alguns títulos e contos mais voltados ao meio do terror/horror onde o autor alcançou a sua notoriedade, levando, inclusive, muitas de suas obras à adaptações cinematográficas.

É bem provável que muitos já tenham assistido algum filme sem nem se darem conta de que tal adaptação venha das criações do fabuloso autor. Quem é que não se lembra do velho ambiente macabro encontrado em ''A Colheita Maldita'', filme estreado em 1984 que foi baseado no conto homônimo de King, no original (Children of the Corn) de 1977, encontrado no livro ''Sombras da Noite''. As aparições infantis no milharal são, de fato, algo bem assustador. Mas não para por aí, o filme ''O Cemitério Maldito'', de 1989, é mais um dos clássicos do cinema que também foi adaptado da obra homônima de Stephen King, no original (Pet Sematary), escrito em 1983. Na obra, o negrume lúgubre cerca todo o enredo onde crianças fizeram, através de suas mais dolorosas desilusões, um cantinho de terra que oculta um misterioso sepulcro indígena com poderes de ressurreição, um verdadeiro cemitério maldito. Ainda seguindo a premissa do livro, o mestre do terror leva todos ao inferno, mas os Creed — personagens centrais — não têm a passagem de volta. O livro é tomado por situações bem comuns do âmbito familiar mas, ao mesmo tempo, King enreda aparições infernais que designam devoções tétricas ao mundo dos mortos.

Tomando o rumo mais clichê da cultura aterrorizante, os fãs de histórias sombrias com gatos podem se arrepiar com o conto ''O Gato dos Infernos'', encontrado no livro ''Ao Cair da Noite'' publicado em 2003. Nesta criação Stephen King não mede esforços no que sabe fazer de melhor e prova para os mais desconfiados que mesmo em plena década de 2000 ainda continua com a mente bem afiada para composições horripilantes. Um grande assassino, uma série de mortes e um gato assustador que concede ao leitor a perspectiva total de sua visão ao observar o ambiente favorável ao mal, são decerto componentes precisos e louváveis da narração. Vale ressaltar ainda que, além de se deparar com as tradicionais características de King como o cuidado e calma em detalhar seus relatos, o leitor cria uma esfera de atenção mais minuciosa possível para lhe dar com o diferente ponto de vista do narrador.

Em ''It: A Coisa'', uma grande obra escrita em 1986 que será readaptada para os cinemas em 2017, o autor aposta em um aglomerado de gêneros colocados dentro da ficção, dentre eles, o terror psicológico. Os maiores medos infantis e a fobia por palhaços que, dentre tantos leitores percebe-se ser tão comum, são contextos encontrados no enredo, que se passa em Derry, cidadezinha pacata do Maine. Um grupo de amigos conhece o verdadeiro sentido da amizade e também do mais tenebroso medo ao conhecerem A Coisa, o ser sobrenatural que os persegue até a fase adulta. Em suma, é um livro com altos e baixos, mas que sem dúvida causa profunda admiração no leitor pelo perfeita forma de narrativa do autor e pela  complexidade nos assuntos e personagens.

''Carrie'', ''O Iluminado'', ''A Dança da Morte'', ''Cão Raivoso'', ''Trocas Macabras'', e ''Doutor Sono'' certamente são boas indicações para se iniciar a leitura neste dia tão propenso ao terror. Tudo bem, mesmo que nem sempre ocorra com uma tensão tão elevada, o medo será um dos seus companheiros na leitura de muitas obras de Stephen King — meu predileto autor, diga-se de passagem. Em suas obras, não somente o terror é observado como o âmago das suas apresentações, mesmo que esta seja a temática a se querer passar. Talvez, por essa acareação aprimorada de tantos contextos, King seja o autor mais completo na atualidade — e ainda em atividade. Se você puder, não deixe de lado leituras tão deliciosas para o Dia das Bruxas como as indicações do artigo. Ah, e se você pretende ler algo mais curto e é admirador de contos, ''Sombras da Noite'', ''Tripulação de Esqueletos'', ''Depois da Meia-noite'' e ''Escuridão Total, Sem Estrelas'' podem te fazer muito bem. Que tal dar aquela conferida na estante empoeirada? Talvez lá você encontre algo bem assustador para se divertir nesta noite.

2 comentários:


  1. Para os fãs do King, as indicações são excelentes. Particularmente eu prefiro os livros da decada de 70 e 80. Os livros atuais daquele que muitos, consideram como o mestre do Terror/Horror, deixam um pouco à desejar, mesmo sendo escrito de forma magistral, pelo senhor King. Sim, tens toda a razão, quando dizes que o Stephen é o escritor mais completo da atualidade. Sigo o mesmo pensamemto, acredito que atualmente nenhum escritor o supere, quando o assunto for, ser o mais completo naquilo que se propõe à escrever. Forte abraço!

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    1. Obrigado pela presença contínua por aqui, Luciano. Tua opinião é sempre muito importante. Realmente as composições do autor das décadas citadas são mais especiais.

      Abraços!!!

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